Um dos grandes sonetos (de métrica alexandrina) da Literatura Evangélica,
de Mário Barreto França
SER CRENTE
Ser crente é descansar, num Deus que é caridade,
A esperança que alenta e a fé que nos redime;
É sentir dentro d'alma essa doce vontade
De semear o bem, de combater o crime...
Ser crente é refletir de Jesus a humildade
Para os outros vivendo em renúncia sublime;
É ter sempre um consolo à dor que ao peito invade,
É ter sempre um conforto à tristeza que oprime...
Ser crente é conquistar para Deus que perdoa,
De uma existência má para uma vida boa,
O coração que sofre ao peso de um labéu.
Ser crente é possuir como prêmio fecundo
O encanto de viver e ser feliz no mundo,
A glória de morrer e ser feliz no céu.
Papéis com apontamentos de um percurso de cinquenta anos de pensamento evangélico, desde 1964. Este Blog não respeita o Acordo Ortográfico
Wednesday, May 30, 2007
Wednesday, May 23, 2007
Passagem para o Céu

O Pr.Carlos Baptista, Director da revista «Novas de Alegria», amigo pessoal há três décadas, morreu. Morreu jovem. Foi chamado por Deus, a Quem serviu, sobretudo, nas áreas da comunicação social, teatro evangélico, poesia, etc. Desde o dia 18 de Maio que as pessoas, os lugares, as coisas literárias, onde colocava os seus olhos, estão hoje vazias.
A minha homenagem radica no espírito deste blog: papéis na gaveta. Com efeito, há 30 anos que guardava nos meus arquivos 17 folhas-autógrafo com poemas manuscritos do Carlos Baptista, enviados por ele. Provavelmente com a possibilidade de datação ecdótica de 1975(?). É uma dessas folhas que deixamos acima, como saudade!
Thursday, May 10, 2007
O Factor Bezerro de Ouro

O FACTOR BEZERRO DE OURO

No que diz respeito àquela expressão-o Fim da História-, que representa o fim dos processos históricos caracterizados como processos de mudança, é óbvio que não se pode aplicar ao incidente do Bezerro de Ouro. Nem as ideologias socialista e comunista, nem Fukuyama, nem o capitalismo, existiam ainda.
Não se daria, portanto, a queda de nenhuma ideologia, aconteceria, sim, uma aniquilação pura e simples de todo um povo, com a sua religião, a sua economia, a sua sociedade, a sua cultura próprias.
Provenientes de um sincretismo pagão, por assim dizer, estavam agora de posse da Ideia do Deus Único, e deveriam pautar sua cultura, sua conduta social, sua economia e, acima de tudo, a sua religião, subordinando-as à Revelação do Deus Único.
Esse momento de ruptura com a Revelação, esse episódio dramático de idolatria, acabou por dar lugar a outra coisa, ao tremendo paradigma do Perdão.
Esse momento de ruptura com a Revelação, esse episódio dramático de idolatria, acabou por dar lugar a outra coisa, ao tremendo paradigma do Perdão.
(Artigo em preparação para Portal Evangélico e revista Novas de Alegria)
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