Friday, August 15, 2008

Atenas sem Igreja


Atenas Sem Igreja - Conferir no Portal da Aliança Evangélica


BlockquoteUma revista de referência internacional da teologia cristã evangélica como a Christianity Today sublinhou a importância do estudo sobre o apóstolo Paulo neste século XXI. Referindo comentários bíblicos e compêndios de teologia, trouxe a lume em Agosto de 2007 um extenso artigo, no qual a pregação de Paulo foi reavaliada e reafirmada e, também, acrescentada uma nova perspectiva sobre o apóstolo. Designadamente no que concerne à doutrina fundamental da Justificação pela Fé.
Como sabemos, não foi esta a pregação de Paulo em Atenas. Nem o apóstolo escolheu, por si mesmo, deslocar-se aí. Não estava nas suas prioridades apostólicas e missionárias.
Paulo poderia dizer como Demócrito(V a.C) «cheguei a Atenas, e ninguém me conheceu», como um sábio ignorado.

Thursday, August 14, 2008

Não podemos apagar a Imago Dei

Imago Dei

BlockquoteHá temas que são de desconfortável abordagem para um evangélico. Coisas que sempre se ouviram ensinar da mesma forma e que parece quase heresia questionar. Mas o facto é que a minha perspectiva de vivência cristã passa exactamente pelo questionamento permanente das bases da nossa fé, sob pena de ela se tornar uma tradição sem substância e deixar de ser um fundamento, uma certeza.Vem isto a propósito da condição que diferentes ramos do Cristianismo atribuem aos homens: somos apenas criaturas de Deus ou filhos de Deus?

Texto oportuno do meu amigo Brissos Lino, para ler ali em A Ovelha Perdida

Wednesday, August 13, 2008

Friday, August 08, 2008

Nota de pé-de-página (3)

A questão dos judeus com as Escrituras residia no facto de eles serem fiéis depositários das palavras de Deus.
Em parte por esse privilégio, séculos depois na Idade Média iriam criar a Cabala (o Kabbalah ), que é genericamente a Tradição, tudo quanto receberam dos seus antepassados. Explicações, máximas, rituais, mistérios.
Porém, antes de tudo isso, que se constitui como filosafia mística, muito anterior ao refúgio da cultura judaica após o ano 70 A.D. nas margens do Eufrates ou em Jamnia, os judeus receberam de Jeová as Escrituras.

Porém, ao exame das mesmas sobre o Messias, preferiram estabelecer um corpus filosófico esotérico para os iniciados. Antes, muito antes dos Talmud e Midrash, os Targums e os 613 mandamentos, Jesus Cristo afirmou-lhes «Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam », João, 5, 39
Com objectividade, o apóstolo Paulo perguntava, na base das vantagens do ser judeu, quando escreve a Carta aos Romanos( 3,1,2): «Qual é logo a vantagem do judeu?(...) Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas ».
Todos os acontecimentos da História Judaica vieram, antes e depois de Jesus Cristo, a dar razão a tal facto. Asseguraram tanto na História Bíblica como na pós-Bíblica - como gostam de dizer os historiadores do judaismo- a relação especial de Deus com o povo judeu.
Este povo é único no mundo e tem como história fundacional livros sagrados, pertencentes ao canon da Bíblia Sagrada, do Velho Testamento. Bastaria isso para fazer dele um povo importante, mas acresce ainda que Deus não lhe confiou apenas a história da relação única Consigo, na dimensão do Sagrado, mas também fê-lo depositário da Sua Palavra Sagrada.
Paulo coloca os privilégios nesse plano das vantagens que implicam em absoluto responsabilidades.
Responsabilidades tais que se mantêm e se reganham mesmo quando os judeus se convertem a Jesus Cristo. Fazemos aqui uma menção a uma oportuna recentíssima declaração da Aliança Evangélica Europeia sobre o Evangelho e os Judeus, segundo a qual - e citamos ipsis verbis - «Achamos deplorável que se usem enganos ou coerção no evangelismo(dos judeus), no entanto rejeitamos a noção de que é enganoso que os seguidores de Jesus Cristo que nasceram no povo Judeu deixem de se identificar como Judeus (e cita-se Romanos,11,1) ».
Com efeito, Deus não tem rejeitado o Seu Povo, independentemente da profética e histórica não aceitação do Messias de Israel em Jesus Cristo por parte dos Judeus.

O Tempo que passou (2)

Edição de Junho e Julho de 1966, respectivamente

Tuesday, August 05, 2008

O efémero

Uma paródia feita sobre um quadro de Edward Hooper: James Dean, Humphrey Bogart, Marilyn Monroe e Elvis Presley.
Cada um representando o seu próprio drama, que a memória de vidro exibe e esquece, simultaneamente. No mundo, a montra do efémero.

Sunday, August 03, 2008

Thursday, July 31, 2008

Canta um hino à minha alma


Marc Chagall, o poeta reclinado


Canta um hino à minha alma
Senta-te ao pé de mim
encosta
ao meu o teu ouvido
Ouviremos
os gestos das folhas
a pousarem na água
os pés
das ovelhas a silenciarem
a sombra
um hino para nossa alma
nos percorre
O pentagrama do coração
registará a música
das artérias coronárias
O coração baterá
ignorando a morte.

30-7-2008

Sunday, July 27, 2008

Nota de pé-de-página (2)

Nunca fui um homem de alegrias excessivas. Com algum sentido de humor, sim. Ironia quanto baste, como a do profeta Elias, na mesma linha que seguiu da ironia alimentada pelo conhecimento sobre as religiões e os rituais que caminham pelo absurdo. Mas foi preciso chegar aos 61 anos para ser triste.
Triste como Charles Dickens ante a realidade que estampou no seu livro Tempos Difíceis/Hard Times, em que as crianças e os trabalhadores explorados eram as vítimas;
triste como Ezra Pound, o poeta dos Cantos, diante da Usura;
triste como o Álvaro de Campos, heterónimo de Pessoa, ao ver o mundo com o pessimismo do grande poema A Tabacaria, como se tivesse razão e, infelizmente, teve-a.
Tudo do domínio da Literatura, dirão. Mas quem poderá ter a veleidade de se afirmar triste, com aquela tristeza que só é divina, de Jesus perante a cidade de Jerusalém?

Caravaggio

Conversão de Paulo, no caminho de Damasco.

Friday, July 25, 2008

Nota de pé-de-página (1)

A fundação da Cultura do Cristianismo pelo apóstolo Paulo julgamo-la adormecida no passado. Mas já se preparava para ser coluna no futuro.
Reconhecida pelas instâncias do poder romano(Actos 24,25) e pela curiosidade do espírito cultural grego (Actos 17 ), ajudaria a conduzir da Patrística à Reforma os pensamentos cristãos, e a despeito de muita dialética materialista no século XX, um autor como Harold Bloom teria que colocar Paulo como um autor bíblico fundacional a par de Dante e Shakespeare. Para o autor do Cânone Ocidental, Paulo esteve na base da ontologia do Ser.

Wednesday, July 23, 2008

Evangélicos em Portugal, 1984


Gerald Carl Ericson, Núcleo, Lisboa, 1984


BlockquoteEsforços Educacionais Especiais
(...)
A Associação Cultural Evangélica (Bara) tem procurado promover o estudo da cultura entre os evangélicos, sobretudo através da publicação da sua revista "BARA", desde o ano de 1978.»

Monday, July 21, 2008

Suicídio, Linha de Fronteira

Suicídio, Linha de Fronteira in Portal Evangélico da AEP
BlockquoteEntão, Saul tomou a espada e se lançou sobre ela.
I Samuel,31,4


Saul não foi um herói paradigmático, embora trágico, por isso a sua morte é sem louvor bíblico. Embora David tenha feito uma elegia para o Livro dos Justos, mas essa morte entra no acto deplorável e não recomendável do suicídio. E um suicídio levou a outro.
Algumas culturas muito posteriores iriam ver este acto de Saul e do seu escudeiro como uma maneira honrosa de escapar a uma situação de derrota e de vergonha.
Em todo o caso, a Bíblia Sagrada, sem julgar moralmente os suicidas, refere apenas quatro declarados actos de aplicação da morte a si próprio, sendo três de personagens marcantes: Saul, Aitofel e Judas Iscariotes. (...)

Sunday, July 13, 2008

Para memória passada

13 de Março de 2007

Novas de Alegria

Título de um jornalzinho dos Protestantes, ao tempo em que vivia no Alentejo profundo, junto a Espanha. Lia-o - ou antes - folheava-o no consultório de um médico para mim essencial: o que me trouxe à vida, do ventre de minha mãe, que Deus haja! As duas enfermeiras que recordo com toda a saudade, liam-no e porque uma delas era da 'seita', trazia-o para a sala de espera. E mal nenhum fazia, pois a mensagem era radiosa! Apenas a sociedade em geral não apadrinhava o grupo 'separatista', de resto limitadíssimo e apontadíssimo a dedo... Ai dos que eram protestantes: tinham o pessoal ortodoxo à perna; e por isso formavam uma pequena comunidade muito unida e fechada!Não sei porque me deu para escrever sobre isto, logo hoje. Talvez porque, em dia de trocar de carro, a alegria seja a nota mais dominante na vida de um simples agnóstico... (...) Que me compreendam e perdoem os editores da revista da minha amiga protestante!

(José Paracana, 64, autor do blog Artenosatos)

Pontes de Paris

Pontes de Paris, Nadir Afonso


As águas do Sena
são um manual
de arquitectura

de pontes
rectilíneas, em arco
no espelho
do rio, esculpindo
as águas, as pontes
multiplicam-se

sob um céu de vidro
pardo, parado.

11.7.2008

Wednesday, July 02, 2008

In "A Ovelha Perdida"

“A Igreja tem que tomar consciência de que hoje exerce a sua missão numa sociedade que não se identifica com ela, no sentido em que a Igreja não é a sociedade. No nosso caso, há uma maioria de católicos mas há também outros e isso faz com que a Igreja não possa situar-se no quadro da sociedade exercendo um antigo poder de influência e uma antiga relação Igreja/sociedade que já não existe”, indicou.
Cardeal-Patriarca de Lisboa, aos microfones da “Rádio Renascença”.


A reflexão do chefe da igreja católica em Portugal é honesta e correctíssima. Mas importaria acrescentar que a denominada “maioria de católicos” é uma maioria cultural e não religiosa. A maioria dos portugueses diz-se católica por uma questão de identificação cultural e de tradição familiar, mas não praticam, não conhecem a doutrina, em grande parte discordam de muita dessa doutrina, não são comprometidos com ela. E vão à igreja apenas nas cerimónias religiosas que funcionam como ritos de passagem (baptizados, casamentos, funerais).
Por sua vez, os “outros”, que tornam a sociedade heterogénea, em termos religiosos, apesar desta confissão (e pedagogia?) continuam a ser discriminados na dita sociedade, perante os poderes públicos, a comunicação social, e até a igreja dominante. Essa é a verdade. Mas é sempre bom ouvir intervenções pedagógicas como esta.
(B.L.)

Thursday, June 26, 2008

As Sagradas Escrituras não são mudas


«Se os textos não são interrogados, permanecem mudos», era a disposição geral no dizer de teólogos liberais, como Bultmann, perante a Bíblia. E tal interrogação, far-se-ia sob as formas mais diversas, sob um denominador comum: os métodos críticos histórico e morfológico.
Freud disse certa ocasião a Papini que ensinara «aos outros a virtude da confissão e afinal nunca pude abrir inteiramente a minha alma». Os teólogos liberais confessaram-se ruidosamente nos seus escritos, porque acharam que a Bíblia Sagrada estava muda diante das contextualizações que eram precisas- do seu ponto de vista- ser feitas na modernidade do Século XX.
Muitas obras fizeram ruído nesse tempo. Mas mais do que obras de exegese, eram instrumentos para colocar em causa os textos bíblicos, para os desnudarem das suas roupas riquíssimas do que é celeste, para os despojarem da sua espiritualidade.
A chamada Alta Crítica, a despeito de pretender ser honesta, teologicamente, para com o homem, acabou por levantar a sua voz contra o Divino, porquanto procurou apenas a Literatura nas Sagradas Escrituras, interessada em detectar fontes, tipos literários, questionando autores e datas.
É verdade que nem todos os Evangelhos apresentam a vida de Cristo duma forma teológica, procurando dar uma narratividade literária, somente o de João a apresenta de modo teológico, sobretudo. Diz-se nos meios teológicos académicos que o fez para que os leitores sejam salvos. Forma e conteúdo, todavia, estão intrinseca e espiritualmente ligados, por exemplo, nos textos sagrados evangelísticos. Estruturalmente jamais aceitaríamos ler os Evangelhos se nos fossem apresentados hoje sob a forma de romance. Diga-se o mesmo das Epístolas, onde conteúdo e forma são um corpo todo inspirado e inspirador pelo fôlego do Espírito Santo.
Perante as Sagradas Escrituras, afinal perante a sua totalidade, quem deve ficar em reverente silêncio é o Homem, e se deve falar é para interrogar como o carcereiro de Filipos, porque a Palavra de Deus é que nos questiona, nos desnuda, nos aponta o Caminho.


Texto publicado inicialmente in Confeitaria Cristã

Friday, June 20, 2008

Que Pássaros Cantam?

"Satan watching the caresses of Adam and Eve", William Blake, in Paraíso Perdido, 1808

Que pássaros cantam
no paraíso que perdi?

Que estrelas, nunca
definitivas, riscaram
num buraco do céu
a sua passagem?

Em que ramo
esqueci o fruto da vida?

Habito as alternâncias do tédio
e do ânimo, às vezes
uma casa de areia
onde mesmo assim existe
um trilho de flores silvestres.

Em que mina de ouro perdi
o olhar, que já foi um brilho
na noite?

Como é difícil ser bêbado
de silêncios.

20-6-2008

Friday, June 13, 2008

No silêncio húmido da noite

O pastor das nuvens

À noite o mar é o pastor das nuvens brancas do horizonte.Fá-las circular pelas pastagens do céu.”(Harry Martinson, “Comboio Camuflado”)

No silêncio húmido da noite
o espelho das águas reflecte
a imagem toda
o algodão branco do céu
as ovelhas de cima
dispensam o som de flauta ou harpa
pastoril
nada como olhar para baixo
antes de adormecer
e ver a imensidão bela do pastor
à luz da Lua
sempre lá.

Palmela, Junho de 2008

(© Brissos Lino)

Saturday, June 07, 2008

O Tempo que passou

Poema publicado na revista A Seara, da Casa Publicadora das Assembleias de Deus do Brasil, em Dezembro de 1971. Com «Poema de Natal» chamou-se a atenção para a Nova Poesia Evangélica e para o jovem poeta. A mesma revista, em Maio de 1972, trazia um artigo crítico, de análise, e de boas-vindas a esse trabalho para os meios literários evangélicos em língua portuguesa, assinado por Joanyr de Oliveira.

Saturday, May 31, 2008

Uma Parábola


(Quadro de Jean -François Millet)


Lembra-te dessa mulher
que arrancou com coragem
à escuridão do pó
uma moeda simples, única
mesmo diante das outras
-que eram nove.
Quando varria
não eram os seus passos
que ouvia, porque voava
sobre o chão da cozinha
seus olhos submergiam
no território onde nada
tem alma, e o chão
nunca lhe fugiu debaixo
dos seus pés.

31-5-2008

Tuesday, May 27, 2008

A luz de Paris

A luz de Paris, aqui uma interessante forma poética de analisar a Luz. Pelo poeta Brissos Lino.

Monday, May 26, 2008

Vagabundos

A planta dos pés na terra, um passo
atrás do outro, os olhos
humilhados onde passam
conhecem só
o calor húmido do chão
e as formas de uma nuvem
que o ímpeto das águas
rompe de repente
Hoje como ontem
o sol sobre os ombros
um dia após o outro
ligados ao fundo
por estrelas
nos celestes caminhos
A noite vem deitar os corpos
nos sonhos aguardados
no coração dos andarilhos
com paciência, a treva
que vem voando cega.

Monday, May 19, 2008

O Tempo que passou

Edição da Sociedade Bíblica do Brasil
1967

Um novo Salmo 121

O aconchego do azul

Não há montanhas intransponíveis
os socalcos da vida abrem
oportunidades diversas
à transposição dos espaços e dos medos
o verde é que nos guia
em direcção a uma nuvem baixa
chamada Esperança
no aconchego do azul.

Palmela, Maio de 2008

(© Brissos Lino)

Monday, May 12, 2008

Monday, May 05, 2008

Arte Musical

Debaixo dos seus dedos a água corre

Pássaros acendem raios
multicolores, sob os dedos de David

Pendem flores da mesa
na presença dos inimigos
e nos lábios os cálices
transbordam

Pastor de cordas no vento
quando os seus dedos tocam
até que à harpa regressem
os silêncios.

28-4-2008

Aparição

Joseph Ratzinger determinou que o seu periódico/diário se abrisse à pluralidade: vozes não católicas, redactores muçulmanos, abertura a ortodoxos, protestantes e judeus. A globalização dos Média a isso obrigava, a nova linha editorial impunha. O novo director, historiador e universitário, Giovanni Maria Vian, obedeceu ao Papa, diz-se no entanto que teria já em mente tal renovação.
O melhor, porém, estava para vir: a aparição de uma mulher no meio de todos os homens que fazem o diário oficial da Santa Sé.
Nos 147 anos de existência, L'Osservatore Romano foi exclusivamente servido por homens e apenas homens. Agora tem uma protagonista da edição, Silvia Guidi, 32 anos, a única mulher numa redação masculina.
Esta jornalista afirmou «Sou crente, muito crente».

Friday, May 02, 2008

Portal Evangélico

O Tratamento Medieval dos Judeus
Aqui no Portal da Aliança Evangélica

BlockquoteO modo de tratar os judeus na literatura da Idade Média não poderia ter em conta a teologia do apóstolo Paulo, designadamente a Carta aos Romanos (1). As epístolas, afinal toda a Bíblia Sagrada, não desfrutavam de grande hospitalidade nos cenáculos medievais.
As realidades sociológicas e os conceitos religiosos, é verdade que mudaram desde o século XIII até aos nossos dias, no que concerne ao tratamento do problema judaico.
Nos Lusíadas (III,72), Luís de Camões vê, apesar de todo um anti-semitismo prevalecente, a «Judeia, que um Deus adora e ama», salvando a relevância desse monoteísmo, não deixando de citar porém do ponto de vista do carácter, um «amor nefando», incestuoso, de Amnom, filho de David, no Canto IX, estância 34. Iludíamo-nos se pensássemos que uma palavra como Renascimento, apesar de todo o humanismo, depois da Idade Média viria a salvar os judeus.
Mas estigmas vários afloram na literatura medieval e vêm proporcionar hoje uma análise das atitudes para com os judeus. (...)

Wednesday, April 30, 2008

A Resistência


From Auschwitz, Torah as Strong as Its Spirit
By JAMES BARRON
Rabbi Menachem Youlus removes dirt from a Torah that had been buried in a Polish cemetery to keep it from the Nazis. It will be rededicated at an interfaith ceremony.
in The New York Times, hoje

Tuesday, April 29, 2008

Despedida

Na última chamada para o voo, o adeus
e os beijos
palavras morrendo nos lábios
lábios comprimidos em lábios
uma vez mais, uma última vez
antes de entrarem no azul.

Wednesday, April 23, 2008

Dia Mundial do Livro

Edição de 1976


Blockquote conoceréis la verdad y la verdad os hará libres (Jn 8 32)


Monday, April 14, 2008

Uma Igreja com dúvidas, espera o Papa nos E.U.

In U.S., an Uncertain Church Awaits the Pope

BlockquoteWhen the pope arrives in the United States, he will find that many Catholics are looking for his acknowledgment that their church is going through a time of pain.

Quando o papa chegar aos Estados Unidos, irá encontrar muitos católicos com dúvidas, uma Igreja que espera do papa um reconhecimento: que a ICAR americana atravessa momentos de dor e de incerteza. E por que não com suspeitas de Identidade?

Wednesday, April 09, 2008

Revista Critério, Artes,Crítica,Filosofia

J. T. Parreira>Tradução de "America America"...O dinheiro, nessa sociedade, passou a ser um fim em si mesmo, fetichizado, a ponto de os meios de que a sociedade dispõe para alcançar os seus objetivos qualitativos terem se transformado numa potência independente>>leia artigo

>O poeta projectado no Hudson River...Essa ausência de interrogação direta do próprio tempo no texto poético é como que sinônimo de ausência de rebeldia, trocada pelo gosto por um beletrismo que promete a ilusão de ascendência fácil ao panteão da academia>>leia artigo

Saturday, April 05, 2008

Livros


Desarrumados da estante
esticam suas folhas
como pernas, os volumes
folheados tomam ar
respiram
entre sílabas as palavras
e os autores sacodem
a penumbra, tossem
os poetas novelos de poeira.
Desarrumado o verbo, vem à luz
e diz o quê? o inesperado.

Saturday, March 29, 2008

Uma sombra do que foi

Partia do princípio que estava triste por ter uma única ideia, naquele dia, e que a mesma era sobre a morte.
Foi na véspera da preparação do Sábado e também da grande festa da Páscoa que se encontrou perante o desfecho do caso. Desde a madrugada daquela sexta-feira que a conduta pessoal lhe causava, apesar de tudo, enorme surpresa.
Já não cultivava a mesma frieza da noite anterior, nem pensava que fora uma coisa comum o que acabara de fazer. Limpou, com a manga da túnica, a saliva dos cantos da boca, que se acumulara ao gritar aos principais sacerdotes e anciãos, limpou o suor que seguia na direcção dos olhos.
- «Eu condenei um homem inocente à morte! Traí um inocente!» – foi o que Iscariotes gritou, engolindo em seco um nó na garganta.
Até ali fizera tudo com discrição, para evitar tumultos, usara a astúcia, mas pensava com tristeza que o dinheiro não tinha necessariamente que o transformar dessa maneira, mas era tarde.
- Se a minha alma fosse material, estaria agora destroçada em farrapos – disse-me Iscariotes, quando se despediu, à pressa, nessa manhã.
Seria como um sentimento desagradável e simbólico que quase fizera em farrapos a sua capa, se não fosse apenas o acaso de a rasgar numa esquina afiada de uma das paredes do templo ao fugir apressadamente.
Quem o visse, naquele momento, com toda aquela agitação, diria que estava ali um sicário, desesperado para se vingar dos romanos, procurando nas sombras entre as esquinas sinuosas da rua que levava para fora da cidade, como uma criança que procura no ar o lado de onde vêm as vozes dos pais.
Quem o conhecesse de perto, como eu, diria que aquele homem estava agora com uma crise de fé, balbuciava um nome ininterrupto «Mestre», como um agnóstico de boa vontade. A ironia já não era o seu anteparo, a ironia que sublimara naquele sinal identificador, do beijo no mestre, com que completou o processo da rejeição que sempre demonstrou em relação a Jesus.
Vi-o afastar-se com o cabelo coberto por um talit, curvado, sem cabeça, como a querer cozer às sombras o seu rosto.
Ali na rua estava instalado aquele burburinho com que se iniciam as manhãs muito cedo, havia a um canto oito ou nove pessoas que conversavam sobre uma condenação invulgar, que o Sinédrio efectuara de noite.
- Foi uma rusga e uma acareação.
- Com certeza, porém foi tudo um pouco às escuras.
- Sim – disse um homem alto que estava à ponta do grupo, que percebeu outro sentido na alusão à obscuridade – sim, às escuras, à margem da própria legalidade religiosa.
- Mas não, o politicamente correcto vai prevalecer, Pilatos dará a palavra derradeira. – Sentenciou alguém, que se evidenciava da mediania do grupo.
Ao olhar Iscariotes deste ponto, parecia um homem que ia decidido a fazer uma viagem.
E na última casa da rua, onde se virava a esquina para o caminho dos arredores da cidade, como se virasse uma página, deitou para trás um olhar de medo, escorregou ou tropeçou numa relevância do terreno, não vi bem, e desapareceu repentinamente.
Soube que começara bem com o dinheiro que os sacerdotes lhe tinham dado na noite anterior. Mas durante a mesma, o toque naquelas trinta pratas não se diferenciara daquele com que costumava passar a mão nas moedas do saco das esmolas.
Tais remorsos, por assim dizer, sensoriais, revelaram-se através de uma náusea incontida. Há sempre um momento em que os pecadores têm vergonha, porque esta é, desde as origens do homem, uma forma de conhecimento.
Mas o seu voltar atrás foi apenas materialista: foi só para devolver aquilo de que mais gostava, levado sem esperança pela angústia da culpa.
Cabisbaixo, Iscariotes dissera-me qualquer coisa apressadamente sobre a repulsa que sentia por si, como aguentara a indiferença dos principais do templo, e como depois de se aproveitarem dos seus préstimos sem ética, o deixaram entregue ao seu destino solitário.
Iscariotes não podia absolver-se, porque não tinha nenhuma dúvida razoável sobre o seu acto. E nunca fora homem para possuir uma apreciação moral de um acto daquela natureza.
A menos de dez estádios de distância, já em pleno campo, levantou os olhos por entre os fiapos da manhã enevoada, uma névoa que parecia consistente, e lá estava a árvore raquítica, plantada como um rubor floral no meio do verde, carregada de flores purpúreas.
A chegada da morte, media-se agora em metros, não em tempo, porquanto Iscariotes estava a levar seus últimos passos a aproximarem-se do local.
E aí deteve-se bruscamente.
- Foi acossado pelo remorso – comentou um publicano que era apóstolo de Jesus, a quem chamavam Levi mas na realidade era Mateus, enquanto nos aproximávamos do campo do oleiro.
- Foi tocado de remorso – repeti eu com voz triste, enquanto procurava ver fragilidades na árvore que Iscariotes usara, já o sol fazia ângulos rectos entre os objectos e as sombras.

Especializações


BlockquoteHoje vêem-se muitos a querer ser pregadores, mas poucos desejam o pastorado. O púlpito atrai, mas a dureza do pastorado afasta. Foi assim que surgiram, por esse mundo fora, os «ministérios itinerantes» e as subsequentes especializações. Temos hoje especialistas em baptismo no Espírito Santo, em cura interior, em finanças, em profecia, em liderança, em ministérios etários, como em evangelismo, em ensino, em missões».


(Pr. Brissos Lino)

Thursday, March 27, 2008

O Tempo que passou


BlockquoteUma religião não requer apenas um corpo de sacerdotes que saibam o que estão fazendo, requer também um corpo de fiéis que saibam o que está sendo feito.(T.S.Eliot)

Monday, March 24, 2008

Luis Gaspar diz:

053 - J.T. Parreira e Jorge Sousa Braga

Neste programa, voltamos, a pedido, às lendas de povos antigos e recordamos palavras de ouro de dois poetas: J.T. Parreira e Jorge Sousa Braga.A música que acompanha a lenda é, como sempre, de Luís Pedro Fonseca e a que ilustra a poesia do “magnatune.com”
Standard Podcast [21:51m]: Hide Player Download

Friday, March 21, 2008

A pedra a tapar a evidência

Uma pedra a tapar
a evidência, apenas uma pedra
bloco uníssono
de silêncio
Feia, indomada
a pedra a fechar a morte
perante a qual
toda a dúvida se acaba

E no entanto nada há
mais simples
do que a pedra, símbolo
do que queda irresolúvel
Uma pedra branca, granito
não mármore, nem
impossível esmeralda
a pedra a tapar a evidência

Pedra desviada pela música
toque de rosa ou
da imensa Mão celeste
Então a pedra abre-se
ao interior da morte
de onde ao sol passou
o Princípe da Vida.

Monday, March 17, 2008

As Pedras


“Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

(Fernando Pessoa)


Como peças de Lego
afasto as contrariedades
do caminho

observo-lhes a singularidade
percebendo as arestas gastas
de cada uma

mas só se querem quietas
as pedras
para construir
as catedrais da vida
os castelos do sonho

palavras de calcário
que lançadas a esmo fazem
buracos na alma.


Palmela, Dezembro de 2007

(Brissos Lino)

Wednesday, March 12, 2008

Jornalismo Evangélico de ocasião

A propósito do conflito no Iraque, fala-se muito em ganhos e perdas na guerra da informação, das notícias e dos factos transmitidos em tempo real, e da comunicação que as palavras e as imagens veiculam para o receptor.

Segundo os melhores investigadores da comunicação social, informação e comunicação não são sinónimos. Informação é a mensagem, comunicação é a relação que essa mensagm estabelece com o leitor, telespectador ou ouvinte.

Os jornais ou revistas e outros meios de comunicação social do meio evangélico não podem, nem devem fugir a este paradigma. Nas lições de jornalismo evangélico, costumamos iniciar de uma forma pedagógica os trabalhos com a referência aos vocábulos «noticiar» e «publicar», inseridos no Segundo Livro de Samuel (1,20).

Mais do que a alusão histórica ao conceito remoto da notícia, digamos que no Alto Velho Testamento, existe já a preocupação com os resultados do binómio informação-comunicação.
A mensagem que a informação iria fazer passar não era benéfica, apesar das chamadas objectividade, rigor e verdade, porquanto era uma comunicação que exerceria influência psicológica sobre quem a ouvisse - tristeza e desânimo para uns, gáudio e galvanização para outros -, obviamente os inimigos de Isarel.

Eis o que me parece que está a suceder com alguns textos de opinião publicada em órgãos de informação evangélicos, designadamente no Brasil, que deveriam resguardar «a religiosidade cristã», de um modo geral, e a utilização da Bíblia de uma maneira particular, sem que óbvia e desejavelmente faltassem à verdade factual, mas não dando a impressão de estarem «a dar tiros nos próprios pés».

Não basta já que detractores usando sem seriedade a capa da «filosofia» vão sugerindo que Deus «consente» que o Mal caia sobre velhos, mulheres e crianças indefesos, ou, retomando um pensamento sério de Unamuno, que assista silencioso à tragédia universal, como ainda por cima nós próprios estarmos a transformar alguns dos conflitos actuais em resultados de um fundamentalismo cristão exacerbado e alegadamente de «extrema-direita»?...

Parece-nos que existe, em certos redutos de opinião cristã evangélica, um cristianismo bíblico... de esquerda e outro de direita. É da natureza da Fé e da Ética Cristã não afirmarem uma coisa e o seu contrário.

Colocar a nossa honestidade religiosa e intelectual ao serviço dos críticos do Cristianismo Evangélico com a impressão de que estamos a ser os mais justos, a fazer côro com pressupostos ditos pacifistas, é o que menos se espera do jornalismo evangélico, nomeadamente em língua portuguesa, sobretudo nestes tempos de crise.

(Artigo escrito e publicado em 2003, e reutilizado numa Tese de Licenciatura na Un Rio de Janeiro em 2006, mas que continua a ser válido para hoje.)

Saturday, March 08, 2008

Wednesday, March 05, 2008

Antologia Poética

Há 18 meses:
3 Irmãos - Antologia (PDF)
Antologia poética reunindo obras de três dos maiores poetas evangélicos da língua portuguesa, Gióia Júnior, Joanyr de Oliveira e J. T. Parreira

Magnificat

Nada mais quieto que os ouvidos
e os lábios de Maria.
A manhã pairava pluma
desprendida de uma ave.
O anjo em cada palavra decifrava
o código de Deus
como profeta antigo.
A luz atravessava o vento
quando o anjo abria
a boca com palavras
e o coração da serva do Senhor.
Nada mais quieto que o peito de Maria
pairando entre ondas de sangue
e alegria.

Monday, March 03, 2008

Do Paraíso para nenhuma direcção

Miguel Ângelo, Expulsão do Paraíso( 1509/1510)

Do Paraíso para nenhuma direcção
sem casa
traziam nos olhos
as árvores do Éden
Uma saudade do disco lunar
que é a seda da noite
e a derme marítima
que fica de olhar o mar
e o coração húmido das lágrimas
e uma tristeza aquosa
ao fundo dos olhos na água
das origens, ancestral.
4-11-2007

Sunday, February 24, 2008

Saturday, February 23, 2008

Onde estavas na noite em que doía


Onde estavas na noite em que doía
no silencio das lágrimas perante
a cruz que se erguia desolada
Pedro onde estavas, quando só o vento
cantava baixinho entre os dedos de Maria
onde estavas Pedro, quando olhei
e vi apenas o sono nas pálpebras
daqueles que prometeram
ficar a velar nas sombras
Onde estavas? Pedro onde estás?
Aqui eu procuro-te e chamo pelo teu nome
Pedro, ou serei eu a perguntar por mim
na noite em que o galo canta.


(Clélia Mendes, 1954- )


Nota: Estavamos a conversar no Messenger e pedi à poeta que escrevesse um poema e mo enviasse para o Blog , ela escreveu no momento este e chamou-lhe «um expontâneo».

Tuesday, February 12, 2008

Porta Larga

Chamam-nos, e vão
Há risos atraindo a entrada
depois o silêncio começa
a pesar nos lábios
Há biliões que empurram biliões
de olhos para caberem
biliões de olhos que não têm saída
Chamam-nos, e vão
buscando na dúvida uma luz
por baixo das sombras da estrada.

Friday, February 01, 2008

Wednesday, January 30, 2008

Como Abraão


Ora mordo
Come un bambino la mammella
lo spazio
Giuseppe Ungaretti

Morde
como um menino os seios
da Via Láctea
Na boca aberta um espanto
sorve o leite matinal
que vai nascer
da aurora
Enquanto isso procura
entre as distâncias
das estrelas
os nebulosos mares
Tudo o que está velado
procura
perde o inacabado número
das estrelas
e regressa ao zero
e recomeça do que sobra
do coração
cansado.


30/1/2008

Tuesday, January 22, 2008

A semiótica narrativa dos objectos de Gideão


BlockquoteO episódio bíblico-histórico de Gideão já originou um importante movimento evangélico à escala mundial. O paradigma foi, sem dúvida, a selecção tendo em vista uma determinada tarefa. Os Gideões Internacionais, como são conhecidos, seleccionados entre as diversas igrejas, desenvolvem, assim, um ministério nobre de espalhar o Livro de Deus em hotéis, escolas, hospitais, etc.

Mas a proposta fundacional daquela personagem do Velho Testamento aprofunda e desencadeia outros pensamentos e outras hermenêuticas. Porventura uma das mais aliciantes abordagens, será no âmbito da semiologia, digamos assim, dos objectos usados por Gideão.

Ao lermos o texto bíblico que narra a preparação da batalha contra os medianitas, cingimo-nos exclusivamente a que se trata de um episódio de passagem, em que Deus pretende que o seu povo de Israel compreenda que só pode ganhar combates confiando, não na sua força, mas na do seu Iavé. Neste âmbito, o livro de Juízes é, de facto, um conjunto de eventos, de repetição de eventos, dando sempre ênfase à estrutura moral e ética da história de uma nação teocrática e na exclusiva dependência do Único Deus.

Não devemos, no entanto, ignorar que existe, designadamente no episódio «Gideão, com trezentos homens, vence os medianitas», uma narratividade literária que estrutura o alcance teológico do ensino de Deus ao seu povo, numa circunstância adversa e de crise. Convém colocar em paralelo em todo texto, o assombro da grande literatura, a imaginação, e uma linguagem. Numa palavra, a língua comunictiva de Iavé, o próprio dizer de Deus à conversa com Gideão.

O filósofo e linguista George Steiner justificou no seu livro «Depois de Babel » a capacidade por parte do homem entender a língua de Deus, no Paraíso, pela existência de uma sintaxe divina, que ao longo da história do relacionamento de Deus com os patriarcas, profetas, sumo-sacerdotes, reis no Velho Testamento, se foi manifestando até à encarnação do Verbo. E assim dos Apóstolos até ao crente mais simples na Igreja de Cristo.

Continuar a leitura aqui A Semiótica Narrativa dos Objectos de Gideão
no Portal Evangélico da AEP

Poesia e Etnografia

Circuncisão, veja e leia aqui

Saturday, January 19, 2008

A Voz e a Palavra

“Man is what he believes”
(Anton Chekhov)


Porque eu creio
sou
e falo ao vento
sem medo das vozes
secas, fantasmagóricas
do boomerang sonoro

os ecos da fé delineiam
a moldura dos dias
e vestem um sonho
nas mãos

saboreio uma taça de alegria
entre portas
e seguro no coração a certeza
escondida
de uma Palavra eterna
que não quero
desaparecida.

Palmela, Dezembro de 2007

(Brissos Lino)

Friday, January 18, 2008

Na Wikipédia

BlockquoteUsuário:J.T.Parreira
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

J.T.Parreira, assinatura literária do poeta português de formação evangélica, João Tomaz Parreira. Nasceu em Lisboa, em 1947. Reside em Aveiro. Escreve poesia, de inspiração evangélica, publica artigos de teologia em revistas especializadas do ramo, na área da confissão religiosa reformada. Escreveu para jornais regionais semanários, com carácter de jornalista free-lancer, sobre literatura e artes plásticas, colabora com textos para uma Galeria de Arte. Publicou entre 1973 e 2005, quatro livros de poesia, um ensaio teológico sobre o Prólogo do Evangelho de S.João. Tem participações em antologias poéticas, sendo as mais significativas, aquelas que a Assírio & Alvim, Lisboa, editou na década de 80, e o Grupo Poético de Aveiro publicou entre 2003 e 2005, e a homenagem a Neruda na obra colectiva «Neruda, Cem Anos Depois»,da Universitária Editora,Lisboa, em 2005. O seu último livro de poemas «Contagem de Estrelas» (1996), nasceu de observações interiores e exteriores ao Eu poético durante uma estadia em Salamanca, em 1993, e em contacto com o poeta salmantino, já falecido, Remígio Gonzalez Adares, e o acervo museológico do poeta Miguel Hernandez, da célebre Geração de 27. Edita um blogue poético-literário www.poetasalutor.blogspot.com e figura no Projecto Vercial, com o seu nome literário.

No "Portal Evangélico" da AEP


João Tomaz Parreira: O DÉFICE DE CONCORDÂNCIA NA NVI

Saturday, January 12, 2008

Outro Salmo 121

Pintura Digital, de Mila Fernandes

Elevo os meus olhos
para as montanhas, elas
descem

quando meus olhos se fecham
como as altas ondas
as montanhas descem

no degelo, nas florestas
inclinadas, ou no dorso
escalvado

quando fecho meus olhos
e os lanço
fora da órbita do mundo.


8-1-2008

Tuesday, January 08, 2008

Na revista "Avivamento"

Nº64, Ano 17, Janeiro-Março 1993

BlockquoteHavia no Mundo Antigo, contemporâneo da Igreja do ano 30 do Século I, uma bem definida emigração de linguagem. Jerusalém era entre a Páscoa e o Pentecostes o retrato de uma mistura linguística, que nessas festas a tornava verdadeiramente cosmopolita.»

Monday, January 07, 2008

O Tempo que passou


Número 1, Ano 1, 1977
Revista Avivamento
Director Pr. João Sequeira Hipólito